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Dia Internacional da Cerveja (ou como globalizar uma conversa de botequim)

Miguel Icassatti

01/08/2019 19h47

Les 3 Brasseurs: cerveja made in Itaim Bibi a 10,00 neste Dia da Cerveja / Fotos: Miguel Icassatti

Só poderia ter acontecido desta forma: o Dia Internacional da Cerveja, que vamos comemorar nesta sexta-feira, 2 de agosto, foi inventado por um grupo de amigos em uma mesa de bar.

Não sei se os deputados estaduais Chico Sardelli e Reinaldo Alguz estavam em uma mesa de bar na companhia do governador João Dória quando resolveram criar o dia de oração pelas autoridades da nação (minúsculas por minha conta) mas… com o Dia Internacional da Cerveja foi mais ou menos assim: em meados de 2007, na cidade de Santa Cruz, na Califórnia, os amigos Aaron Araki, Evan Hamilton, Jesse Avshalomov e Richard Hernandez simplesmente decidiram que a primeira sexta-feira do mês de agosto, a partir de 2008, passaria a ser conhecida como "Dia Internacional da Cerveja".

Ao instituir a efeméride, os gaiatos convocaram alguns bares da região a aderirem à ideia e definiram três objetivos: 1. Transformar a data em um pretexto para beber cerveja com os amigos; 2. Homenagear os profissionais que fazem e servem cerveja; 3. Fazer os beer lovers ao redor do mundo celebrarem num mesmo momento todos os estilos de cerveja produzidos no planeta.

Uma década depois, a data já estava sendo comemorada em cerca de 200 cidades, a maioria delas no Hemisfério Norte. E por uma razão muito simples: em muitos países, a primeira sexta-feira de agosto coincide com o início das férias de verão. Além disso, conforme disse Jesse Avshalomov a uma rádio estadunidense, essa data se distancia de outras dedicadas à cerveja, a exemplo do Oktoberfest (outubro) e do St. Patrick's Day (17 de março), para ficarmos em duas.

Na longínqua e invernal São Paulo, alguns bares aproveitam a ocasião para faturar: o pub O'Malley's, por exemplo, vai cobrar o preço único de R$ 25,00 pelo pint de algumas cervejas importadas. Entre os rótulos da promoção estão os produzidos pela inglesa Fuller's, como o London Pride e o Black Cab Stout.

Já na duas unidades da cervejaria 3 Brasseurs – Itaim Bibi e Pinheiros – o copo de qualquer um dos cinco tipos de cerveja produzidos ali vai custar R$ 10,00 (300 mililitros) nesta sexta-feira.

De todo modo, ergamos um brinde a ela, à cerveja, porque ela merece.

Vai lá:

3 Brasseurs. Rua Jesuíno Arruda, 470, Itaim Bibi e Rua dos Pinheiros, 227, Pinheiros.

O'Malley's. Alameda Itu, 1529, Jardim Paulista.

 

Sobre o autor

Miguel Icassatti é jornalista e curador da Sociedade Paulista de Cultura de Boteco. Foi crítico de bares das revistas “Playboy” (1998-2000) e “Veja São Paulo” (2000), editor-assistente e um dos fundadores do “Paladar/jornal O Estado de S. Paulo” (2004 a 2007), editor dos guias “Veja Comer & Beber” em 18 regiões brasileiras (2007 a 2010), editor-chefe do Projeto Abril na Copa (Placar) e da revista “Men’s Health Brasil” (2011 a 2014). É colunista de “Cultura de Boteco” da rádio BandNews FM e correspondente no Brasil da “Revista de Vinhos” (Portugal).

Sobre o blog

Os petiscos, as bebidas, os balcões encardidos, as pessoas e tudo que envolve a cultura de boteco e outras histórias de bar.