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Mercadão: 5 lugares para uma pausa durante as compras da ceia de Natal

Miguel Icassatti

11/12/2019 15h09

Empadinha de palmito: pequena joia do Bar do Mané / foto: Miguel Icassatti

Entre os programas-mico a que todos nós, paulistanos, estamos sujeitos nesta época natalina, o meu predileto, definitivamente, é o Mercado Municipal, o Mercadão.

Não importa que aos preços das castanhas, das azeitonas, da carnes, dos pescados, dos queijos e do bacalhau sejam invariavelmente acrescidos alguns reais apenas pelo fato de o Mercadão ser um dos pontos turísticos mais lotados da cidade. Pertinho dali estão a Rua Santa Rosa e os maravilhosos armazéns que vendem castanhas a granel.

Não importa que seja irritante o assédio de flanelinhas e dos castanholas dos estacionamentos ao redor – nesse caso, o antídoto é chegar à Rua da Cantareira a bordo de um carro de aplicativo ou transporte público.

Quando nasci, meus pais moravam na Rua da Cantareira e até hoje sinto-me em casa ali e meio aquela zoeira toda, o que não me impede de tomar alguns cuidados para (tentar) evitar aquelas filas gigantescas nos botecos locais e na hora das compras.

Por exemplo: aos domingos, os botecos estão mais vazios do que nos outros dias; vale a pena ir pela manhã, a fim de almoçar cedo; e convém fugir à tentação de pedir o gigante sanduíche de mortadela que, hoje, virou commodity, já que está à venda em diversos bares.

Pensando especificamente em fugir da mortadela, montei uma lista com 5 endereços dentro do Mercado Municipal Paulistano que valem a visita e, respectivamente, cinco pedidas alternativas:

 

Bar do Mané: clássico é clássico e vice-versa / Foto: Miguel Icassatti

Bar do Mané: no decano dos botecos, que nos sábados e feriados costuma disputar com o Hocca qual dos dois tem a maior fila de espera, eu gosto de comer uma prosaica e bem recheada empada de palmito (6 reais).

Elidio Bar: localizado em uma das pontas do mezanino, a filial do esplêndido boteco mooquense serve parte do cardápio disponível na casa-mãe. Se fazem falta a variedade do balcão de petiscos e todos aqueles quadrinhos com fotos de times de futebol antigos, está presente no cardápio, todas as quartas e sábados, a bem-feita feijoada (46,80 reais).

Chope do Mortadela Brasil: muito bem tirado / Foto: divulgação

Mortadela Brasil: também no mezanino, o bar vende o melhor chope do Mercadão (Brahma, 11 reais) e um bem montado sanduíche de carne-seca desfiada com mussarela e tomate-seco (34,50 reais), que pode muito bem ser compartilhado por dois comensais.

Terra Mar: gerido pelo mesmo grupo do histórico Hocca Bar, este bar instalado no mezanino serve pratos à la carte. Boas pedidas, como é de se supor, são as receitas feitas com bacalhau, a exemplo da versão a lagareiro, em que uma posta do pescado vem acompanhada e brócolis, muito azeite, alho e batatas ao murro (89 reais, para duas pessoas).

Café Jardim: por último e não me nos importante, não dispenso uma passada pelo balcão dessa cafeteria para tomar um espresso (5 reais) e levar para casa um quilo de café moído na hora (de 40 a 80 reais o quilo, a depender da torra).

Vai lá:

Mercado Municipal Paulistano. Rua da Cantareira, 306, Luz.

Sobre o autor

Miguel Icassatti é jornalista e curador da Sociedade Paulista de Cultura de Boteco. Foi crítico de bares das revistas “Playboy” (1998-2000) e “Veja São Paulo” (2000), editor-assistente e um dos fundadores do “Paladar/jornal O Estado de S. Paulo” (2004 a 2007), editor dos guias “Veja Comer & Beber” em 18 regiões brasileiras (2007 a 2010), editor-chefe do Projeto Abril na Copa (Placar) e da revista “Men’s Health Brasil” (2011 a 2014). É colunista de “Cultura de Boteco” da rádio BandNews FM e correspondente no Brasil da “Revista de Vinhos” (Portugal).

Sobre o blog

Os petiscos, as bebidas, os balcões encardidos, as pessoas e tudo que envolve a cultura de boteco e outras histórias de bar.

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